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sábado, 14 de março de 2015

Os 10 mitos sobre a ditadura no Brasil (Por que você não quer que ela volte?)

Em 1964, um golpe de estado que derrubou o presidente João Goulart e instaurou uma ditadura no Brasil. O regime autoritário militar durou até 1985. Censura, exílio, repressão policial, tortura, mortes e “desaparecimentos” eram expedientes comuns nesses “anos de chumbo”. Porém, apesar de toda documentação e testemunhos que provam os crimes cometidos durante o Estado de exceção, tem gente que acha que naquela época “o Brasil era melhor”. Mas pesquisas da época – algumas divulgados só agora, graças à Comissão Nacional da Verdade – revelam que o período não trouxe tantas vantagens para o país.
Nas últimas semanas, recebemos muitos comentários saudosistas em relação à ditadura na página da SUPER no Facebook. Em uma época em que não é incomum ver gente clamando pela volta do regime e a por uma nova intervenção militar no país, decidimos falar dos mitos sobre a ditadura em que muita gente acredita.

1. “A ditadura no Brasil foi branda”
ditabranda
Foto: Auremar de Castro/DEDOC Abril
Pois bem, vamos lá. Há quem diga que a ditadura brasileira teria sido “mais branda” e “menos violenta” que outros regimes latino-americanos. Países como Argentina e Chile, por exemplo, teriam sofrido muito mais em “mãos militares”. De fato, a ditadura nesses países também foi sanguinária. Mas repare bem: também foi. Afinal, direitos fundamentais do ser humano eram constantemente violados por aqui: torturas e assassinatos de presos políticos – e até mesmo de crianças – eram comuns nos “porões do regime”. Esses crimes contra a humanidade, hoje, já são admitidos até mesmo pelos militares (veja aqui e aqui). Para quem, mesmo assim, acha que foi “suave” a repressão, um estudo do governo federal analisou relatórios e propõe triplicar a lista oficial de mortos e desaparecidos políticos vítimas da ditadura militar. Ou seja: de 357 mortos e desaparecidos com relação direta ou indireta com a repressão da ditadura (segundo a lista da Secretaria de Direitos Humanos), o número pode saltar para 957 mortos.

2. “Tínhamos educação de qualidade”
Naquele época, o “livre-pensar” não era, digamos, uma prioridade para o regime. Havia um intenso controle sobre informações e ideologia – o que engessava o currículo – e as disciplinas de filosofia e sociologia foram substituídas por Educação, Moral e Cívica e por OSPB (Organização Social e Política Brasileira, uma matéria obrigatória em todas as escolas do país, destinada à transmissão da ideologia do regime autoritário). Segundo o estudo “Mapa do Analfabetismo no Brasil”, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), do Ministério da Educação, o Mobral (Movimento Brasileiro para Alfabetização) fracassou. O Mobral era uma resposta do regime militar ao método do educador Paulo Freire – considerado subversivo -, empregado, já naquela época, com sucesso no mundo todo. Mas os problemas não paravam por aí: com o baixo índice de investimento na escola pública, as unidades privadas prosperaram. E faturaram também. Esse “sucateamento” também chegou às universidades: foram afastadas dos centros urbanos – para evitar “baderna” – e sofreram a imposição do criticado sistema de crédito.

3. “A saúde não era o caos de hoje”
Se hoje todo mundo reclama da “qualidade do atendimento” e das “filas intermináveis” nos hospitais e postos de saúde, imagina naquela época. Para começar, o acesso à saúde era restrito: o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) era responsável pelo atendimento público, mas era exclusivo aos trabalhadores formais. Ou seja, só era atendido quem tinha carteira de trabalho assinada. O resultado era esperado: cresceu a prestação de serviço pago, com hospitais e clínicas privadas. Essas instituições abrangeram, em 1976, a quase 98% das internações. Planos de saúde ainda não existiam e o saneamento básico chegava a poucas localidades, o que aumentava o número de doenças. Além disso, o modelo hospitalar adotado relegava a assistência primária a segundo plano, ou seja, para os militares era melhor remediar que prevenir. O tão criticado SUS (Sistema Único de Saúde) – que hoje atende cerca de 80% da população – só foi criado em 1988, três anos após o fim da ditadura.

4. “Não havia corrupção no Brasil”
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Arquivo Editora Bloch/Veja Rio/DEDOC Abril
Uma características básica da democracia é a participação da sociedade civil organizada no controle dos gastos, denunciando a corrupção. E em um regime de exceção, bem, as coisas não funcionavam exatamente assim. Não havia conselhos fiscalizatórios e, depois da dissolução do Congresso Nacional, as contas públicas não eram sequer analisadas, quanto mais discutidas. Além disso, os militares investiam bilhões e bilhões em obras faraônicas – como Itaipu, Transamazônica e Ferrovia do Aço -, sem nenhum controle de gastos. Esse clima tenso de “gastos estratosféricos” até levou o ministro Armando Falcão, pilar da ditadura, a declarar que “o problema mais grave no Brasil não é a subversão. É a corrupção, muito mais difícil de caracterizar, punir e erradicar”.Muito pouco se falava em corrupção. Mas não significa que ela não estava lá. Experimente jogar no Google termos como “Caso Halles”, “Caso BUC” e “Caso UEB/Rio-Sul” e você nunca mais vai usar esse argumento.

5. “Os militares evitaram a ditadura comunista”
É fato: o governo do presidente João Goulart era constitucional. Seguia todo à risca o protocolo. Ele chegou ao poder depois da renúncia de Jânio Quadros, de quem era vice. Em 1955, foi eleito vice-presidente com 500 mil votos a mais que Juscelino Kubitschek. Porém, quando Jango assumiu a Presidência, a imprensa bateu na tecla de que em seu governo havia um “caos administrativo” e que havia a necessidade de reestabelecer a “ordem e o progresso” através de uma intervenção militar. Foi criada, então, a ideia da iminência de um “golpe comunista” e de um alinhamento à URSS, o que virou motivo para a intervenção. Goulart não era o que se poderia chamar de marxista. Antes de ser presidente, ele fora ministro de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek e estava mais próximo do populismo. Em entrevista inédita recentemente divulgada, o presidente deposto afirmou que havia uma confusão entre “justiça social” – o que ele pretendia com as Reformas de Base – e comunismo, ideia que ele não compartilhava: “justiça social não é algo marxista ou comunista”, disse. Há também outro fator: pesquisas feitas pelo Ibope às vésperas do golpe, em 31 de março, mostram que Jango tinha um amplo apoio popular, chegando a 70% de aprovação na cidade de São Paulo. Esta pesquisa, claro, não foi revelada à época, mas foi catalogada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

6. “O Brasil cresceu economicamente”
Um grande legado econômico do regime militar é indiscutível: o aumento da dívida externa, que permaneceu impagável por toda a primeira década de redemocratização. Em 1984, o Brasil devia a governos e bancos estrangeiros o equivalente a 53,8% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Sim, mais da metade do que arrecadava. Se transpuséssemos essa dívida para os dias de hoje, seria como se o Brasil devesse US$ 1,2 trilhão, ou seja, o quádruplo da atual dívida externa. Além disso, o suposto “milagre econômico brasileiro” – quando o Brasil cresceu acima de 10% ao ano – mostrou que o bolo crescia sim, mas poucos podiam comê-lo. A distribuição de renda se polarizou: os 10% dos mais ricos que tinham 38% da renda em 1960 e chegaram a 51% da renda em 1980. Já os mais pobres, que tinham 17% da renda nacional em 1960, decaíram para 12% duas décadas depois. Quer dizer, quem era rico ficou ainda mais rico e o pobre, mais pobre que antes. Outra coisa que piorava ainda mais a situação do população de baixa renda: em pleno milagre, o salário mínimo representava a metade do poder de compra que tinha em 1960.

7. “As igrejas apoiaram”
Sim, as igrejas tiveram um papel destacado no apoio ao golpe. Porém, em todo o Brasil, houve religiosos que criaram grupos de resistência, deixaram de aceitar imposições do governo, denunciaram torturas, foram torturados e mortos e até ajudaram a retirar pessoas perseguidas pela ditadura no país. Inclusive, ainda durante o regime militar, uma das maiores ações em defesa dos direitos humanos – o relatório “Brasil: Nunca Mais” – originou-se de uma ação ecumênica, desenvolvida por dom Paulo Evaristo Arns, pelo rabino Henry Sobel e pelo pastor presbiteriano Jaime Wright. Realizado clandestinamente entre 1979 e 1985, gerou uma importante documentação sobre nossa história, revelando a extensão da repressão política no Brasil.

8. “Durante a ditadura, só morreram vagabundos e terroristas”
Esse é um argumento bem fácil de encontrar em caixas de comentário da internet. Dizem que quem não pegou em armas nunca foi preso, torturado ou morto pelas mãos de militares. Provavelmente, quem acredita nisso não coloca na conta o genocídio de povos indígenas na Amazônia durante a construção da Transamazônica. Segundo a estimativa apresentada na Comissão da Verdade, 8 mil índios morreram entre 1971 e 1985. Isso sem contar as outras vítimas da ditadura que não faziam parte da guerrilha. É o caso de Rubens Paiva. O ex-deputado, cassado depois do golpe, em 1964, foi torturado porque os militares suspeitavam que, através dele, conseguiriam chegar a Carlos Lamarca, um dos líderes da oposição armada. Não deu certo: Rubens Paiva morreu durante a tortura. A verdade sobre a morte do político só veio à tona em 2014. Antes disso, uma outra versão (bem mal contada) dizia que ele tinha “desaparecido”. Para entrar na mira dos militares durante a ditadura, lutar pela democracia – mesmo sem armas na mão – já era motivo o suficiente.
9. “Todos os militares apoiaram o regime”
Ser militar na época não era sinônimo de golpista, claro. Havia uma corrente de militares que apoiava Goulart e via nas reformas de base um importante caminho para o Brasil. Houve focos de resistência em São Paulo, no Rio de Janeiro e também no Rio Grande do Sul, apesar do contragolpe nunca ter acontecido. Durante o regime, muitos militares sofreram e estima-se que cerca 7,5 mil membros das Forças Armadas e bombeiros foram perseguidos, presos, torturados ou expulsos das corporações por se oporem à ditadura. No auge do endurecimento do regime, os serviços secretos buscavam informações sobre focos da resistência militar, assim como a influência do comunismo nos sindicatos, no Exército, na Força Pública e na Guarda Civil.

10. “Naquele tempo, havia civismo e não tinha tanta baderna como greves e passeatas”
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Estudantes que participavam de uma reunião da UNE são presos no interior de São Paulo. Foto: Cristiano Mascaro/DEDOC Abril
Quando os militares assumiram o poder, uma das primeiras medidas que tomaram foi assumir a possibilidade de suspensão dos diretos políticos de qualquer cidadão. Com isso, as representações sindicais foram duramente afetadas e passaram a ser controladas com pulso forte pelo Ministério do Trabalho, o que gerou o enfraquecimento dos sindicatos, especialmente na primeira metade do período de repressão. Afinal, para que as leis trabalhistas vigorem, é necessário que se judicializem e que os patrões as respeitem. Com essa supressão, os sindicatos passaram a ser compostos mais por agentes do governo que trabalhadores. E os direitos dos trabalhadores foram reduzidos à vontade dos patrões. Passeatas eram duramente repreendidas. Quando o estudante Edson Luísa de Lima Souto foi morto em uma ação policial no Rio de Janeiro, multidões foram às ruas no que ficou conhecido com o a Passeata dos Cem Mil. Nos meses seguintes, a repressão ao movimento estudantil só aumentou. As ações militares contra manifestações do tipo culminaram no AI-5. O que aconteceu daí para a frente você já sabe.
Mas, se você já esqueceu ou ainda não está convencido, confira uma linha do tempo da ditadura militar nesse especial que a SUPER preparou sobre o período. Não deixe de jogar “De volta a 1964″, o jogo que mostra qual teria sido sua trajetória durante as duas décadas do regime militar no Brasil.
https://www.youtube.com/watch?v=gwGbJGr9JgE

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/historia-sem-fim/10-mitos-sobre-a-ditadura-no-brasil/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

Folha, Estadão, EBC, Brasil Post, Pragmatismo Político, O Globo, R7
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11 filmes para entender a ditadura militar no Brasil

Onze filmes que fazem um diagnóstico de como o cinema retratou a ditadura militar no Brasil

Das sessões de tortura aos fantasmas da ditadura, o cinema brasileiro invariavelmente volta aos anos do regime militar para desvendar personagens, fatos e consequências do golpe que destituiu o governo democrático do país e estabeleceu um regime de exceção que durou longos 21 anos. Estreantes e veteranos, muitos cineastas brasileiros encontraram naqueles anos histórias que investigam aspectos diferentes do tema, do impacto na vida do homem comum aos grandes acontecimentos do período.
batismo de sangue filme ditadura militar
Cena de Batismo de Sangue (Reprodução)
Embora a produção de filmes sobre o assunto tenha crescido mais recentemente, é possível encontrar obras realizadas durante o próprio regime militar, muitas vezes sob a condição de alegoria. “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, é um dos mais famosos, retratando as disputas políticas num país fictício. Mais corajoso do que Glauber foi seu conterrâneo baiano Olney São Paulo, que registrou protestos de rua e levou para a tela em forma de parábola, o que olhe custou primeiro a liberdade e depois a vida.
Os onze filmes que compõem esta lista, se não são os melhores, fazem um diagnóstico de como o cinema retratou a ditadura brasileira.
1. MANHÃ CINZENTA (1968), Olney São Paulo – Em plena vigência do AI-5, o cineasta-militante Olney São Paulo dirigiu este filme, que se passa numa fictícia ditadura latino-americana, onde um casal que participa de uma passeata é preso, torturado e interrogado por um robô, antecipando o que aconteceria com o próprio diretor. A ditadura tirou o filme de circulação, mas uma cópia sobreviveu para mostrar a coragem de Olney São Paulo, que morreu depois de várias sessões de tortura, em 1978.
2. PRA FRENTE, BRASIL (1982), Roberto Farias – Um homem comum volta para casa, mas é confundido com um “subversivo” e submetido a sessões de tortura para confessar seus supostos crimes. Este é um dos primeiros filmes a tratar abertamente da ditadura militar brasileira, sem recorrer a subterfúgios ou aliterações. Reginaldo Faria escreveu o argumento e o irmão, Roberto, assinou o roteiro e a direção do filme, repleto de astros globais, o que ajudou a projetar o trabalho.
3. NUNCA FOMOS TÃO FELIZES (1984), Murilo Salles – Rodado no último ano do regime militar, a estreia de Murilo Salles na direção mostra o reencontro entre pai e filho, depois de oito anos. Um passou anos na prisão; o outro vivia num colégio interno. Os anos de ausência e confinamento vão ser colocados à prova num apartamento vazio, onde o filho vai tentar descobrir qual a verdadeira identidade de seu pai. Um dos melhores papéis da carreira de Claudio Marzo.
4. CABRA MARCADO PARA MORRER (1984), Eduardo Coutinho – A história deste filme equivale, de certa forma, à história da própria ditadura militar brasileira. Eduardo Coutinho rodava um documentário sobre a morte de um líder camponês em 1964, quando teve que interromper as filmagens por causa do golpe. Retomou os trabalhos 20 anos depois, pouco antes de cair o regime, mesclando o que já havia registrado com a vida dos personagens duas décadas depois. Obra-prima do documentário mundial.
5. O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? (1997), Bruno Barreto – Embora ficcionalize passagens e personagens, a adaptação de Bruno Barreto para o livro de Fernando Gabeira, que narra o sequestro do embaixador americano no Brasil por grupos de esquerda, tem seus méritos. É uma das primeiras produções de grande porte sobre a época da ditadura, tem um elenco de renome que chamou atenção para o episódio e ganhou destaque internacional, sendo inclusive indicado ao Oscar.
6. AÇÃO ENTRE AMIGOS (1998), Beto Brant – Beto Brant transforma o reencontro de quatro ex-guerrilheiros, 25 anos após o fim do regime militar, numa reflexão sobre a herança que o golpe de 1964 deixou para os brasileiros. Os quatro amigos, torturados durante a ditadura, descobrem que seu carrasco, o homem que matou a namorada de um deles, ainda está vivo –e decidem partir para um acerto de contas. O lendário pagador de promessas Leonardo Villar faz o torturador.
7. CABRA CEGA (2005), Toni Venturi – Em seu melhor longa de ficção, Toni Venturi faz um retrato dos militantes que viviam confinados à espera do dia em que voltariam à luta armada. Leonardo Medeiros vive um guerrilheiro ferido, que se esconde no apartamento de um amigo, e que tem na personagem de Débora Duboc seu único elo com o mundo externo. Isolado, começa a enxergar inimigos por todos os lados. Belas interpretações da dupla de protagonistas.
8. O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS (2006), Cao Hamburger – Cao Hamburger, conhecido por seus trabalhos destinados ao público infantil, usa o olhar de uma criança como fio condutor para este delicado drama sobre os efeitos da ditadura dentro das famílias. Estamos no ano do tricampeonato mundial e o protagonista, um menino de doze anos apaixonado por futebol, é deixado pelos pais, militantes de esquerda, na casa do avô. Enquanto espera a volta deles, o garoto começa a perceber o mundo a sua volta.
9. HOJE (2011), Tata Amaral – Os fantasmas da ditadura protagonizam este filme claustrofóbico de Tata Amaral. Denise Fraga interpreta uma mulher que acaba de comprar um apartamento com o dinheiro de uma indenização judicial. Cíclico, o filme revela aos poucos quem é a protagonista, por que ela recebeu o dinheiro e de onde veio a misteriosa figura que se esconde entre os cômodos daquele apartamento. Denise Fraga surpreende num papel dramático.
10. TATUAGEM (2013), Hilton Lacerda – A estreia do roteirista Hilton Lacerda na direção é um libelo à liberdade e um manifesto anárquico contra a censura. Protagonizado por um grupo teatral do Recife, o filme contrapõe militares e artistas em plena ditadura militar, mas transforma os últimos nos verdadeiros soldados. Os soldados da mudança. Irandhir Santos, grande, interpreta o líder da trupe. Ele cai de amores pelo recruta vivido pelo estreante Jesuíta Barbosa, que fica encantado pelo modo de vida do grupo.
11. BATISMO DE SANGUE (2007) – Apesar do incômodo didatismo do roteiro, o longa é eficiente em contar a história dos frades dominicanos que abriram as portas de seu convento para abrigar o grupo da Aliança Libertadora Nacional (ALN), liderado por Carlos Marighella. Gerando desconfiança, os frades logo passaram a ser alvo da polícia, sofrendo torturas físicas e psicológicas que marcaram a política militar. Bastante cru, o trabalho traz boas atuações do elenco principal e faz um retrato impiedoso do sofrimento gerado pela ditadura.
Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/03/11-filmes-para-entender-a-ditadura-militar-no-brasil.html

domingo, 1 de março de 2015

Filmes que relatam a História do Brasil

Descobrimento do Brasil / Período colonial do século 16
  • Caramuru, a Invenção do Brasil
  • A Missão
  • Desmundo
  • Como Era Gostoso o Meu Francês
  • Hans Staden
  • República Guarani
Brasil Colônia
  • Carlota Joaquina
  • Xica da Silva
  • Tiradentes, o filme
  • Independência ou Morte
  • Os Inconfidentes
  • Quilombo
Reinado
  • Mauá, o Imperador e o Rei
Guerra do Paraguai
  • Netto Perde Sua Alma
República da Espada
  • Policarpo Quaresma
Imigração japonesa
  • Gaijin: Os Caminhos da Liberdade
Começo do século 20
  • Eternamente Pagu
Estado Novo e Era Vargas
  • Olga
  • Lamarca
  • Memórias do Cárcere
Ditadura Militar
  • Jango
  • O que É Isso, Companheiro?
  • Bye Bye, Brasil
  • Pra Frente, Brasil
  • Cidadão Boilesen
  • Hércules 56
  • Cabra Marcado Para Morrer
  • O Bom Burguês
  • Batismo de Sangue
  • Zuzu Angel

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

CARNAVAL: Momento supremo com a maior festa do mundo


Nada neste planeta pode ser mais maravilhoso que o Carnaval, no Brasil.
É quando o Brasil vira uma verdadeira nação: da alegria, da irreverência, da tolerância, da liberdade. É quando todos tem o direito à felicidade e quando as diferenças existem, mas aceitamos e convivemos com elas.
Apesar de todos os problemas enfrentados, é no carnaval, que podemos ver o máximo da brasilidade, desde os surpreendentes desfiles das escolas de samba até blocos de foliões de norte a sul, de Olinda a Jaguarão.

Viva a diversidade, não a intolerância e a discriminação. 
Que todos e todas sejam só alegria. 
Que está harmonia não dure só no carnaval, mas durante todo o ano.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

GRUPO DE HISTÓRIA - TERÇA-FEIRA

GRUPOS DE HISTÓRIA 2015 NO GABARITO

CRONOGRAMA DO CURSO DE HISTÓRIA 2015


O CRONOGRAMA DAS OUTRAS TURMAS SEGUE A MESMA SEQUÊNCIA ABAIXO. O QUE MUDA É APENAS O DIA DA SEMANA (QUARTA-FEIRA E SEXTA-FEIRA).

Cronograma - Grupos da terça-feira

MÓDULO 1

10/3 - Dinâmica do Curso - As Sociedades Primitivas - Pré-História
16/3 - Sociedades da Antiguidade Oriental
23/3 - Antiguidade Ocidental – Grécia
30/3 - Antiguidade Ocidental - Roma
06/4 - Alta Idade Média - Os Reinos Germânicos
13/4 - Os Bizantinos – Os Árabes
20/4 - O Feudalismo –Economia e sociedade - O papel da Igreja
27/4 - Baixa Idade Média - Cruzadas – Renascimento Comercial e Urbano
05/5- América Pré-Colombiana e Sociedades Primitivas no Brasil
Simulado do Módulo 1 – ENEM e UFRGS

MÓDULO 2

AULA ESPECIAL – 90 TEMAS DO ENEM
12/5 - A formação da sociedade capitalista - Renascimento e Reforma
19/5 - A formação da sociedade capitalista – A expansão Marítima Europeia – Mercantilismo - Estado Nacional Absolutista.
26/5 - América Colonial Portuguesa – Brasil pré-colonial – Manufatura do Açúcar
30/5 - Sábado - Escravismo – União Ibérica – Expansão territorial
02/6 - O Iluminismo – Revolução Inglesa – Revolução Americana
09/6 - Brasil no Século XVIII – Economia Mineradora e Revoltas Coloniais
16/6 - Revolução Francesa e Período Napoleônico
23/6 - América Espanhola e Estados Unidos (colonial e século XIX)
30/6 - Brasil – Período de Don João VI – Primeiro Reinado - Período Regencial
07/7 - Revolução Industrial e Doutrinas Sociais e Políticas do século XIX
14/7 - Europa no Século XIX – Revoluções Liberais - Unificação da Alemanha e Itália
21/7 - Brasil - Segundo Reinado – Economia e Sociedade
07/8 - Brasil – Segundo Reinado - Política Externa - A queda do Império no Brasil
Simulado do Módulo 2 – ENEM e UFRGS

MÓDULO 3

AULA ESPECIAL – 90 TEMAS DO ENEM
11/8 - Imperialismo – Divisão Afro-Asiática – Império Japonês e Norte Americano
18/8 - Sábado - A Primeira Guerra Mundial - Revolução Russa - Crise de 29 e o Nazi-fascismo – Populismo na América Latina
25/8 - A República Oligárquica no Brasil – Formação do Poder Político e Econômico
01/9 - A crise da República Oligárquica no Brasil – Política e Contestação
08/9 - A Era Vargas
15/9 - A Segunda Guerra Mundial – Guerra Fria clássica ( 1945 – 1960)
22/9 - Descolonização Afro-Asiática – Revolução Chinesa
29/9 - América Latina – Crise do Populismo – Revolução Cubana – Ditaduras Militares
06/10 - Brasil – Período Democrático e Populismo
13/10 - Desagregação do Leste Europeu e a nova ordem mundial
20/10 - Oriente Médio – Da formação de Israel a Primavera Árabe
27/10 Brasil - Ditadura Militar - Modelo Político e Econômico – Repressão e Resistência
03/11 Brasil - Abertura Política e Redemocratização – doa anos 80 a Dilma
Simulado do Módulo 3 – ENEM e UFRGS
REVISÃO UFRGS - NOVEMBRO E DEZEMBRO
AULA ESPECIAL – HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO SUL

EM 2014: APOSTILA E CURSO HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO SUL

EM 2014: LIVRO E PALESTRA 90 TEMAS DO ENEM

segunda-feira, 2 de junho de 2014

EM 2014: LIVRO GEOPOLÍTICA E ATUALIDADES 2014


O livro Geopolítica e Atualidades 2014 estará à venda em todas as sedes do Unificado a partir do dia 02 de junho de 2014.

O Curso de Geopolítica e Atualidades 2014 terá sua primeira edição depois da Copa do Mundo. Não percam.

NO EGITO, A PRIMAVERA ÁRABE ACABOU

Coroado presidente, Sissi aposta no terror, mas enfrentará um país dividido e sem medo do autoritarismo. Cedo ou tarde, ele próprio vai pagar a conta

por José Antonio Lima — publicado 29/05/2014 04:47, última modificação 29/05/2014 11:20
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/internacional/no-egito-a-primavera-arabe-acabou-4458.html


No Egito, a Primavera Árabe acabou. Há três anos, milhões foram às ruas do país exigir mais liberdade e melhores condições de vida, mas, hoje, a possibilidade dessas demandas serem contempladas evaporou. Nos últimos três dias, um referendo disfarçado de eleição coroou o marechal reformado Abdel Fattah al-Sissi no cargo de presidente. O militar se apresenta como a solução dos problemas do país, mas sua chegada ao poder representa o início da reconstrução do regime que pareceu ter sido derrubado em 2011. A partir de agora, a ditadura egípcia terá uma configuração diferente, mas seguirá carregando dentro de si os germes da instabilidade: o autoritarismo e a impossibilidade de lidar com os graves problemas econômicos do país.

Para entender o significado da troca de poder no Egito é preciso observar em perspectiva a história recente do país, e o papel crucial desempenhado nela por Sissi.

Ao contrário do que as Forças Armadas do Egito fizeram parecer em fevereiro de 2011, a saída de cena de Mubarak não foi resultado da pressão popular iniciada em 25 de janeiro, ou não apenas dela. Antes de a Primavera Árabe ter início, existia uma crescente animosidade entre os militares e uma nova geração do Partido Nacional Democrático (NDP, na sigla em inglês), responsável por sustentar Mubarak. Dentro do NDP, vinha ganhando poder Gamal Mubarak, filho de Hosni. Civil e aliado a empresários, Gamal não era bem visto pelos militares. Reformas neoliberais realizadas com a anuência de Gamal causavam preocupação nos militares, pois, ao favorecer seus aliados com a abertura econômica, o filho de Mubarak ameaçava o império econômico das Forças Armadas, que pode chegar, segundo estimativas não oficiais a 40% do PIB do Egito.

A Primavera Árabe apenas adiantou a cisão entre a família Mubarak e os militares. Reportagem publicada pelo jornal The New York Times no último dia 24 deu força à hipótese de que a queda de Mubarak foi um golpe palaciano. De acordo com o jornal, há anos os militares vislumbravam grande instabilidade política caso Mubarak levasse a cabo a ideia de realizar uma sucessão hereditária na presidência, deixando o cargo para Gamal. Os militares, então, tirariam seu apoio do presidente e assumiriam o poder. A surpresa da “Primavera” veio antes e adiantou a entrada em prática da estratégia. Mas quem foi o arquiteto do abandono a Mubarak? De acordo com o NYT, o próprio Abdel Fattah al-Sissi, então chefe da inteligência militar.

Uma vez derrubado Mubarak, os militares assumiram o poder, por meio do famigerado Conselho Supremo das Forças Armadas, conhecido pelo acrônimo em inglês SCAF. Logo ficou claro que o fardo de governar seria demasiado para os militares, e faria com que eles perdessem parte do imenso apoio que desfrutavam no período anterior. Para evitar isso, os militares buscaram um parceiro político que pudesse assumir o governo. A opção escolhida foi a Irmandade Muçulmana, movimento político-religioso que de fato chegou ao poder no Egito em junho de 2012, com Mohamed Morsi, primeiro presidente eleito democraticamente na história do país.

O governo de Morsi foi caótico. Conseguiu unir contra si quase todos os setores da sociedade. Em recente palestra no instituto Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, o cientista político Ashraf El-Sherif, da Universidade Americana do Cairo, deu uma explicação bastante didática sobre como funciona o Egito. Não há, na verdade, um Estado. Há diversas fatias do que deveria ser o Estado egípcio, que funcionam de forma autônoma. Entre elas estão as Forças Armadas; o Ministério do Interior, que controla a polícia; o Judiciário; a imprensa, estatal e privada; os empresários, alguns bilionários; e o establishment oficial religioso, tanto muçulmano quanto cristão. Incompetente e polarizadora, a Irmandade atraiu a fúria de todos esses setores no ano em que esteve no poder. Em 3 de julho, Morsi foi derrubado. Mas quem levou a cabo sua retirada do poder? O mesmo Abdel Fattah al-Sissi, que no fim de 2012, com apoio do próprio Morsi, se tornara o chefe de todas as Forças Armadas do Egito, assumindo o Ministério da Defesa no lugar de Mohamed Hussein Tantawi.

Ao derrubar Morsi, Sissi ganhou papel proeminente. Inicialmente, teve o apoio dos principais atores políticos e sociais do Egito. Ajudava o fato de Sissi ser um líder carismático e poderoso, o que conquistou boa parte da população egípcia, ansiosa por um homem forte que pudesse acabar com a instabilidade política dos três anos anteriores. O passar do tempo, entretanto, mostrou qual era o objetivo de Sissi. O atual período de transição virou um banho de sangue.

Em agosto de 2013, com a anuência das Forças Armadas, a polícia egípcia realizou dois massacres no Cairo, nas mesquitas al-Nahda e Rabaa al-Adawiya. Cerca de mil adeptos da Irmandade Muçulmana que protestavam contra o golpe foram assassinados. Desde então, a mídia lançou uma campanha de contornos fascistas contra os irmãos muçulmanos e o movimento sofre uma perseguição que supera em volume e violência as ocorridas sob os três ditadores anteriores, Gamal Abdel Nasser, Anwar Sadat e Hosni Mubarak. Há diversos jornalistas, inclusive estrangeiros, presos há meses acusados de serem simpáticos à Irmandade. Na Península do Sinai, fronteira com Israel, a população tem passado 12 horas por dia sem internet e celular enquanto militares e policiais caçam jihadistas. A repressão se estendeu também a grupos seculares e liberais, como o movimento pró-democracia 6 de Abril. De acordo com um levantamento recente, entre o golpe de 3 de julho e o último dia 15, mais de 41 mil pessoas foram presas ou processadas no Egito.

O autoritarismo de Sissi fica evidente também em suas recentes aparições públicas. Ao ser entrevistado na tevê pelo apresentador Ibrahim Eissa, Sissi admoestou o jornalista afirmando que não permitiria que ele usasse novamente um termo derrogatório para se referir ao Exército. Em encontro com cerca de 20 editores dos principais veículos egípcios, Sissi afirmou que a prática de liberdades deve ser contrabalanceada com a segurança nacional. Segundo ele, a mídia deve atuar para proteger o “objetivo estratégico” de “preservar o Estado egípcio”. Sissi avaliou as reivindicações populares e protestos como ameaças à segurança nacional e disse crer que a democracia é um “ideal” a ser consolidado daqui a 25 anos.

Além de autoritário, Sissi parece extremamente incompetente. Ele não tem um plano econômico para resolver os enormes problemas do Egito. Duas das propostas que se “destacaram” em seus discursos nas últimas semanas mostram isso. Uma delas é distribuir veículos para que jovens agricultores vendam vegetais nas ruas. A outra é distribuir 300 mil lâmpadas econômicas (em um país de 90 milhões de habitantes) para aliviar os problemas crônicos de falta de energia no Egito, que provocam blecautes diários.

Sissi não assumiu o poder para levar democracia ou melhorias econômicas à massa egípcia. Sua prioridade é reconstruir o antigo regime, sem a família Mubarak, que segue fora de cena. Reportagem do jornal britânico The Telegraph revelou nesta semana que diversas figuras do governo Mubarak estão assumindo postos importantes. O atual primeiro-ministro, Ibrahim Mehlab, que deve ser mantido no cargo por Sissi, era integrante do NDP, o partido de Mubarak, e presidente da empreiteira estatal egípcia. O novo chefe da inteligência militar é Mohammed el-Tohamy, demitido por Morsi por proteger Mubarak enquanto era chefe da agência anti-corrupção.

Sissi está claramente encantado pelo poder. Ele se vê como unanimidade, impressão longe de ser real. A eleição presidencial estava marcada para segunda-feira 26 e terça-feira 27, mas, em um ato que transpareceu desespero, foi estendida também para a quarta-feira 28, depois que ficou claro o baixo nível de comparecimento às urnas. Uma pesquisa do instituto norte-americano Pew deu sinais mais claros de como é dividida a sociedade egípcia. Um ano após o golpe contra Morsi, 43% dos egípcios ainda dizem se opor à derrubada, e 45% afirmam ter visão negativa de Sissi. O nível de insatisfação com os rumos do país é de 72%, superando o registrado no fim de 2010, antes da Primavera Árabe. O levantamento também mostrou que apenas 56% avaliam como positiva a influência dos militares no Egito, antes 73% em 2013.

A dura repressão e os alertas sobre protestos são uma tentativa do novo ditador de castrar a sociedade e evitar a instabilidade que abalou o regime Mubarak. Ocorre que a insatisfação não pode ser contida com repressão. A continuação da falta de liberdade e das péssimas condições econômicas voltará a ser prioridade para os egípcios quando o período de transição acabar. Como ocorreu com Mubarak, com o regime militar que se seguiu a ele e com Morsi, o alvo da indignação será o governo. Sissi aposta no terror que impõe à população, mas se há algum legado positivo da Primavera Árabe no Egito é a perda do medo da população. Este gênio está fora da garrafa, e voltará para cobrar Sissi.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

PROGRAMA DE HISTÓRIA DA UFRGS

HISTÓRIA
Observação: Em todos os temas abordados no programa, deverá ser dada ênfase ao Brasil e ao Rio Grande do Sul.

A prova de História objetiva a valorização deste campo do conhecimento através da compreensão, da reflexão e do posicionamento dos candidatos sobre o processo histórico que envolve as diversas sociedades humanas no tempo e no espaço, com base nas relações sociais concretas e nas respectivas contradições resultantes.

O candidato deve considerar que o programa de História fundamenta-se em duas premissas:
a) a importância da experiência histórica socialmente acumulada para a apreensão da dinâmica do processo, especialmente nas suas manifestações mais contemporâneas
b) o reconhecimento da existência de articulações entre as diferentes dimensões (local, regional e mundial), além das interligações entre o específico e o geral. Nesse sentido, além do que é peculiar, faz-se necessário perceber o inter-relacionamento entre a História do Rio Grande do Sul, do Brasil, da América Latina e Mundial.

HISTÓRIA GERAL

As sociedades primitivas
• Da sociedade de caçadores e coletores ao surgimento da agricultura
• Dos primeiros grupos sociais ao aparecimento do Estado

As sociedades do Antigo Oriente Médio
• Relações sociais e de produção

As sociedades escravistas
• A escravidão na Grécia e em Roma: contradições e organiza-ção do Estado

As sociedades feudal e islâmica
• O fortalecimento dos senhores feudais e o papel da Igreja
• As classes fundamentais do regime feudal e a base econô-mica
• A expansão árabe e a difusão do Islamismo
• As contradições do sistema feudal, o surgimento dos burgos

A formação da sociedade capitalista
• A ascensão da burguesia, a expansão marítima europeia, o Renascimento, a Reforma e a formação do Estado Nacional
• O antigo sistema colonial
• As revoluções burguesas, a Revolução Industrial e relações de produção
• As emancipações políticas na América Latina

Desenvolvimento e consolidação da sociedade capitalista - século XIX: Conservadorismo x Liberalismo e Liberalismo x Socialismo
• Os nacionalismos
• O imperialismo e o colonialismo
• A Primeira Guerra Mundial

Sociedade capitalista - século XX: a Revolução de Outubro de 1917, o Entre guerras e a Segunda Guerra Mundial, a Descolonização e a Guerra Fria
• O nazi-fascismo e a crise de 1929
• A Segunda Guerra Mundial, a Descolonização e a Guerra Fria: o nacionalismo, o populismo e os movimentos revolucionários o Os regimes militares na América Latina

Mundialização-Globalização e Fragmentação
• A desagregação do campo socialista e seus efeitos
• Tribalização dos conflitos (Oriente Médio, Somália, África, América Latina, etc.)
• O neoliberalismo e o fim do Estado de "bem-estar social"
• Mundialização-Globalização

HISTÓRIA DO BRASIL

A colonização: fundamentos e conjuntura
• Ocupação territorial e delimitação das fronteiras: o caso do Rio Grande do Sul

A crise do antigo sistema colonial e o processo de emancipação política do Brasil
• O fim do pacto colonial
• O contexto e o significado da emancipação política

Império
• As bases do Império e suas contradições: a escravidão e o aparecimento de novas formas de trabalho
• A imigração açoriana e ítalo-germânica no Rio Grande do Sul
• As rebeliões regionais e a Guerra dos Farrapos
• A política externa o A crise do Império e a proclamação da República

A República Oligárquica
• A hegemonia dos cafeicultores, coronelismo e movimentos de oposição
• O positivismo e o PRR no Rio Grande do Sul
• A crise da oligarquia cafeeira

A nova conjuntura internacional e o populismo no Brasil
• O período de Getúlio Vargas
• A redemocratização e o trabalhismo no Rio Grande do Sul
• O modelo de industrialização e o desenvolvimento econômico
• A crise do populismo e o golpe militar de 1964

A República após 1964
• Regime militar: novo modelo político e econômico
• Estado autoritário: repressão e resistência
• A abertura e reorganização das estruturas de poder
• O Brasil na era da Mundialização-Globalização
• O Rio Grande do Sul atual e as relações platinas

CONTEÚDO OFICIAL DO ENEM - Ciências Humanas e suas Tecnologias


1 Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade
•Cultura Material e imaterial; patrimônio e diversidade cultural no Brasil.
•A Conquista da América. Conflitos entre europeus e indígenas na América colonial.
•A escravidão e formas de resistência indígena e africana na América.
•História cultural dos povos africanos. A luta dos negros no Brasil e o negro na formação da sociedade brasileira.
•História dos povos indígenas e a formação sócio-cultural brasileira.
•Movimentos culturais no mundo ocidental e seus impactos na vida política e social.


2 Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado



•Cidadania e democracia na Antiguidade; Estado e direitos do cidadão a partir da Idade Moderna; democracia direta, indireta e representativa.
•Revoluções sociais e políticas na Europa Moderna.
•Formação territorial brasileira; as regiões brasileiras; políticas de reordenamento territorial.
•As lutas pela conquista da independência política das colônias da América.
•Grupos sociais em conflito no Brasil imperial e a construção da nação.
•O desenvolvimento do pensamento liberal na sociedade capitalista e seus críticos nos séculos XIX e XX.
•Políticas de colonização, migração, imigração e emigração no Brasil nos séculos XIX e XX.
•A atuação dos grupos sociais e os grandes processos revolucionários do século XX - Revolução Bolchevique, Revolução Chinesa, Revolução Cubana.
•Geopolítica e conflitos entre os séculos XIX e XX: Imperialismo, a ocupação da Ásia e da África, as Guerras Mundiais e a Guerra Fria.
•Os sistemas totalitários na Europa do século XX: nazi-fascista, franquismo, salazarismo e stalinismo. Ditaduras políticas na América Latina: Estado Novo no Brasil e ditaduras na América.
•Conflitos político-culturais pós-Guerra Fria, reorganização política internacional e os organismos multilaterais nos séculos XX e XXI.
•A luta pela conquista de direitos pelos cidadãos: direitos civis, humanos, políticos e sociais. Direitos sociais nas constituições brasileiras. Políticas afirmativas.

3 Características e transformações das estruturas produtivas


•Diferentes formas de organização da produção: escravismo antigo, feudalismo, capitalismo, socialismo e suas diferentes experiências.
•Economia agro-exportadora brasileira: complexo açucareiro; a mineração no período colonial; a economia cafeeira; a borracha na Amazônia.
•Revolução Industrial: criação do sistema de fábrica na Europa e transformações no processo de produção. Formação do espaço urbano-industrial. Transformações na estrutura produtiva no século XX: o fordismo, o toyotismo, as novas técnicas de produção e seus impactos.
•A industrialização brasileira, a urbanização e as transformações sociais e trabalhistas.
•A globalização e as novas tecnologias de telecomunicação e suas conseqüências econômicas, políticas e sociais.

Depoimento da Samara Burille



Olá Professor Zé!
Fico muito agradecida por ter participado do seu Grupo de História!
Aprendi muito e foi com a sua ajuda que consegui entrar na UFRGS!
Obrigada por tudo! Vou indicar o seu grupo para meus amigos!
Abraço. Samara Burille

Depoimento do Ariel Avritchir



Não só aprendi história, mas nas aulas do Zé também aprendi a entender o mundo de uma maneira diferente. Apostilas, exercícios, aulas extras e um ambiente prazeroso foram mais do que essenciais para a minha aprovação!
Ariel Aizemberg Avritchir

Depoimentos da Roberta Scherer




Oi Professor, muito obrigada. Fiquei muito feliz pelo resultado, pois, foi muito importante para mim.
Fui aprovada em jornalismo na UFPEL, PUCRS e UFRGS.
Fazer o grupo de história do professor Zé foi decisivo na minha aprovação, pois, além de conhecimento, transmitiu segurança não só na disciplina em questão, mas também em geografia e atualidades em geral. A aula é organizada de uma maneira que diferentes conteúdos possam ser explorados, ideal - inclusive - para o ENEM. O material é completo, tratando-se de exercícios e do conteúdo propriamente dito. A disponibilidade do professor para resolver exercícios e esclarecer dúvidas foi essencial, assim como a atenção aos detalhes da matéria dada por ele. Eu indico o grupo para todos que querem um bom resultado nas universidades que usam o ENEM como sistema de ingresso e também para a PUCRS e UFRGS. Roberta Reis Scherer

domingo, 10 de abril de 2011

Depoimentos de Alunos

Digo com toda a certeza, meus acertos não seriam os mesmos sem ele, obrigado Zé! — com Zé Tamanquevis II.



As aulas do Professor Zé têm um diferencial incrível: elas nos ajudam não só a aprender conteúdos importantes para o Concurso Vestibular, mas também, a compreender um pouco melhor o nosso país.


Através de exemplos atuais, corriqueiros, entendemos muito mais sobre o que nos circunda - que, por vezes, deixamos de lado – e podemos fazer melhor as ligações entre o passado e o presente.


André Tonon – Medicina UFRGS

Depoimentos de Alunos

“Os estudos em casa associados às aulas do Zé me deram ferramentas para a aprovação no vestibular” Thiago Kreutz - Bixo Medicina: UFCSPA/ PUCRS/ UFPEL.

Depoimentos de Alunos

"Fiz o Extensivo de História com o Prof. Zé, no Gabarito e, sendo Direito o curso pretendido por mim, essa disciplina era de fundamental importância.

Aliando esquemas, textos auxiliares, constantes simulados e diálogos objetivos com os alunos, as aulas atenderam a todas as minhas expectativas.


O material com resumos e textos, auxiliados por inúmeras figuras, facilita muito o estudo e torna a leitura agradável e estimulante. Além disso, a constante comparação de situações histórias com fatos recentes ajuda bastante na compreensão dos conteúdos.


Porém, se, apesar de tudo isso, restarem quaisquer dúvidas, o prof. Zé se põe constantemente à disposição dos alunos para resolvê-las individualmente nos horários disponíveis.


Assim sendo, pode-se sem hesitação dizer que é um curso completo. Fiz e recomendo." Andrew Magaldi – Aprovado Direito - Manhã - UFRGS – 8º lugar

Depoimentos de Alunos


O grupo do Zé é a melhor escolha para quem quer passar no vestibular, pois eu, que nunca gostei de história, depois de começar a fazer grupo com o Zé me impressionei com a matéria.



Mesmo que o grupo, seja super focado no vestibular, a aula do Zé te ajuda a compreender assuntos do dia a dia e sai daquela rotina de ter que decorar para passar no vestibular.



No meu primeiro vestibular eu tirei 5 em história. Fiquei desesperado, então fui atrás da aula do Zé e eu tirei 18, no ano seguinte, e agora estou na UFRGS.


O Zé me ajudou muito!


Abração, Zé! Valeu por tudo.


Renan - bixo Engenharia Metalúrgica UFRGS